Intoxicações alimentares 

A alimentação é essencial ao Homem, no entanto, também pode ser fonte de doença: é o caso das toxinfecções alimentares, doenças provocadas pela ingestão de água ou alimentos contaminados (química ou microbiologicamente).
De acordo com a OMS, 1 em cada 3 habitantes dos países industrializados sofre, em cada ano, de doenças agudas transmitidas pelos alimentos (“intoxicações alimentares”) responsáveis por custos sociais e económicos elevados - absentismo escolar e laboral, custos de tratamento ou de hospitalização, etc.


No Verão, as intoxicações alimentares são mais frequentes devido às condições de temperatura ambiente elevada que favorece a multiplicação dos microorganismos presentes nos alimentos; assim, há que ter cuidados redobrados na confecção e conservação dos alimentos nesta época do ano.

 

Como evitar as toxinfecções alimentares?

  • Escolha alimentos frescos e cuja origem lhe inspire confiança
  • Os ovos e a carne de frango (ou de aves) não devem ser consumidos incompletamente cozinhados (cozinhe-os a temperaturas superiores a 80ºC)
  • Lave frequentemente as mãos – sobretudo depois de ir ao quarto de banho
  • Evite espirrar ou tossir para cima dos alimentos
  • Quando manipula alimentos, não deve comer ou fumar
  • Desinfecte os alimentos que vão ser consumidos crus (caso das alfaces ou da fruta) bem como os utensílios de cozinha e superfícies que contactam com os alimentos (ex. bancas de cozinha)
  • Não utilize os mesmos utensílios para alimentos crus e cozinhados
  • Depois de confeccionados, os alimentos devem ser consumidos num curto espaço de tempo. As sobras devem ser conservadas no frigorífico: só assim se pode evitar a multiplicação de micróbios presentes nos alimentos.

Lembre-se: assegurando a qualidade das matérias-primas (incluindo a água), a limpeza e desinfecção dos instrumentos e superfícies de trabalho (bancas de cozinha, etc) e a higiene pessoal e estado de saúde de quem manipula alimentos podem-se evitar muitas das toxinfecções alimentares.
Se é manipulador profissional de alimentos (cozinheiro, pasteleiro, etc.) deverá dispor de formação específica em higiene e segurança alimentar, porque "nas suas mãos, está a saúde de todos!".